Instalações hidráulicas: muito além do PVC e do quebra-quebra na obra.

Há algumas décadas, a tubulação de água dos edifícios era de feita de  ferro fundido, cobre e outros metais. Com o passar do tempo, por questões de manutenção e durabilidade, esses materiais deram lugar ao PVC e ao CPVC até que esse fosse a matéria prima quase absoluta de tubulações hidrossanitárias domésticas.

O PVC é um material abundante no mercado, impermeável e também resistente. tem preço acessível e é relativamente fácil de ser instalado. Para tanto, existem dezenas de tipos de conexões para adaptar-se as condições de projeto. Entretanto, têm: baixa resistência a altas pressões e utiliza cola para união entre tubo e as peças conectoras.

Muitas vezes, quando um material é muito utilizado e exposto no mercado, o consumidor não enxerga ou dispõe facilmente de outras alternativas, o que é ruim para os fabricantes desses outros produtos, que muitas vezes são os mesmos do popular e também para o consumidor que deixa de conhecer vantagens de outros produtos.

Com o crescimento da utilização do gesso acartonado como vedação, as paredes ficaram mais finas, complicando um pouco a instalação hidráulica. Assim, os principais fabricantes de tubos de PVC desenvolveram uma linha alternativa para tubulações de água fria e quente: o PEX:

Trata-se de um material fabricado em polietileno reticulado. Suas uniões são feitas através de conexões metálicas, é resistente a altas pressões e temperaturas. Apresenta baixa condutividade térmica e resistência ao impacto. Não sofre corrosão, não necessita de juntas de dilatação para instalações em água quente e a tubulação é flexível. As principais vantagens do PEX são:

• Tubulação maleável.  A capacidade de fazer curvas com a mangueira do PEX permite utilizar menos conexões, como joelhos e cotovelos, evitando o risco de vazamentos. Além de ser melhor trajeto para a água, isso reduz em até dez vezes o tempo médio de instalação em relação ao sistema convencional de PVC.
• Facilidade de instalação, pois permite manuseio rápido e instalações
ponto a ponto.
• Durabilidade de 50 anos.
• Utilização de bitolas menores, se comparado a sistemas convencionais de
instalações hidráulicas (PPR, CPVC e PVC).
•Instalação que permite fácil manutenção e redução de entulho já que não
necessita de quebra de parede.
• Leveza que facilita o transporte das bobinas assim como estocagem.
• Diminuição do desperdício durante instalação.
• Redução no número de conexões.
• Alta resistência química e à corrosão.
• Baixa perda de calor.
• Compatibilidade com vários métodos construtivos (drywall, alvenaria convencional e estrutural). Indicamos o seu uso para sistemas de drywall *

pex

Grandes construtoras, por já terem adotado o dry wall em paredes internas, já vem utilizando largamente o sistema PEX e com ele vem surgindo também outras alternativas ao quebra-quebra da obra, mesmo quando se utiliza alvenaria.

Para facilitar a manutenção de tubulações de água e esgoto, os edifícios normalmente constroem Shafts, ou seja, colunas onde os tubos passam juntos e assim podem facilmente identificados e sofrerem a devida manutenção. Aqueles que moram em apartamento provavelmente tem um ressalto na parede do banheiro, próximo ao chuveiro. Provavelmente trata-se de um shaft.

shaft

O recurso é muito válido e prático e facilita a manutenção das tubulações principais. Contudo, não resolve o problema de manutenção das ramificações da tubulação, como a pia, o lavatório e até mesmo o chuveiro. Alguns profissionais, tendem a fazer pequenos shafts (bonecas) que sobressaem-se da parede, a fim de localizar melhor o tubo quando necessário, mas o que não resolve o problema da demolição. Para essas situações, existem no mercado soluções pontuais para esses casos. Encontramos um kit industrializado que contem algumas peças que evitam o quebra-quebra na hora da manutenção dos pontos.

Um dos métodos é o da carenagem. Pode-se dizer que o nome embora diferente, traduz um conceito já utilizado nas instalações elétricas aparentes (ou sistema X). Nesse caso,  assim como na elétrica, o tubo de água ou esgoto é passado externo a parede A carenagem dos tubos consiste em esconder a tubulação através de peças plásticas ou metálicas destacáveis como na foto abaixo:

carenagem

A peça é resistente e discreta, e na maioria dos casos vai ser camuflada por um armário embutido. Repare que é possível com uma peça ocultar tanto a tubulação de água quanto a de esgoto. Existem no mercado diversos tamanhos de peças de carenagem. Saiba mais aqui .

Outro sistema interessante é o de chassis. Eles são peças metálicas embutidas na alvenaria, que abrigam pontos-chave das tubulações. Algo como as caixas de passagem nos sistemas elétricos. Abaixo  temos a foto do chassi esgoto:

chassi esgoto

O Chassi Esgoto é desenvolvido a partir de estruturas metálicas ou plásticas que posicionam e sustentam a passagem das tubulações de esgoto e hidráulica. Essa estrutura metálica é feita em aço galvanizado, acompanhando tubulação de esgoto em PVC, passantes plásticos para tubulação PEX e carenagem plástica para acabamento.

Há também o chassi chuveiro. Estruturado também em aço ou plástico, eles posicionam e sustentam os registros e o ponto de chuveiro. Esse Chassi é composto por: travessas metálicas; suporte para registro; registros de pressão e de gaveta; e ponto terminal para chuveiro.

img_KIT_2_CHUVEIRO

Para os chassis mostrados, existem também a opção de sobrepor, para instalações aparentes

Aqui um vídeo de um fabricante, explicando melhor o sistema:

*Não esqueça de usar chapas de gesso acartonado RU para paredes úmidas.

Fonte: AECWeb, PINI, ASTRA, AMANCO e TIGRE